
O Conselho de Ministros do Peru na sexta-feira negou que qualquer um dos seus membros tenha ordenado à Polícia Nacional a realização da controversa intervenção na Universidade Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, onde invadiram a universidade à força, montando um tankette e prendendo 200 pessoas.
«Falso». Nenhum funcionário do Conselho de Ministros deu qualquer ordem ao Comando Geral da Polícia peruana para intervir a 21 de Janeiro na Universidad Nacional Mayor de San Marcos», negou a informação publicada esta sexta-feira pelo semanário «Hildebrandt en sus trece».
A 21 de Janeiro último, cerca de 400 polícias invadiram violentamente a universidade para expulsar os manifestantes que passavam a noite no centro. Esta controversa operação é mais uma das realizadas pelas forças de segurança peruanas, cuja repressão dos protestos deixou cerca de 60 pessoas mortas.
Naqueles dias, o campus universitário era um refúgio e local de descanso para centenas de pessoas que tinham vindo de outras partes do Peru a Lima para participar nos protestos contra o Congresso e o governo de Dina Boluarte, de quem exigem eleições antecipadas e um processo para alterar a constituição.
Quase 200 pessoas foram detidas sem o devido processo, de acordo com grupos de estudantes e manifestantes. Apenas quatro deles foram acusados de terrorismo. Foram libertados no dia seguinte à sua detenção. Muitos deles afirmam que os seus pertences, incluindo dinheiro e documentos de identidade, não lhes foram devolvidos.
A operação teve lugar no meio de um estado de emergência decretado pelo governo Boluarte, que mantém a legalidade da operação e o papel autónomo da polícia devido ao estado de emergência do país.
Fonte: (EUROPA PRESS)






