Ministério dos Negócios Estrangeiros apela a uma investigação sobre a demissão de Diaz por fuga de áudio

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Bandeira do Chile (Arquivo) – JON G. FULLER / ZUMA PRESS / CONTACTOPHOTO

Na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Chile pediu ao Ministério Público que abrisse uma investigação contra a Directora de Comunicações demissionária Lorena Diaz, que se demitiu na terça-feira após a fuga de um áudio da Ministra dos Negócios Estrangeiros chilena Antonia Urrejola.

«Depois do que aconteceu, e como a lei exige das altas autoridades, a Ministra dos Negócios Estrangeiros apresentou uma queixa ao Ministério Público e pediu à Subsecretária Ximena Fuentes que abrisse uma investigação administrativa», disse ela num comunicado.

No dia anterior, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que Díaz tinha apresentado a sua demissão, o que foi aceite. «A situação (…) não representa de forma alguma a excelente relação bilateral entre a Argentina e o Chile, que foi construída com base na confiança histórica e na amizade», acrescentou.

No áudio divulgado, Urrejola parece estar a falar informalmente com membros da sua equipa, com quem troca opiniões sobre a resposta que seria dada ao embaixador argentino em Santiago, Rafael Bielsa, depois de ter questionado a rejeição do governo de Gabriel Boric a um projecto portuário e mineiro.

«Basta, este imbecil, faz o que quer quando lhe apetece, e a explicação é que é louco…», o chefe da diplomacia chilena empunha durante a conversa, que foi divulgada não intencionalmente à imprensa por Díaz, de acordo com os meios de comunicação chilenos.

Poucas horas após a eclosão da controvérsia, a Ministra dos Negócios Estrangeiros chilena partilhou uma foto no Twitter na cimeira do CELAC com o seu homólogo argentino, Santiago Cafiero, assegurando que ambos continuam a trabalhar em prol da sua agenda bilateral «intensa».

Por seu lado, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, minimizou a importância da fuga de áudio, assegurando que estas declarações se devem ao «mau uso de conversas privadas, com alguns comentários que se fazem com a liberdade de não se sentir gravado», de acordo com a Télam.

Fonte: (EUROPA PRESS)