Michel apela a Lula para que aproveite a dinâmica com a região para finalizar o acordo do Mercosul

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O Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel – Philipp von Ditfurth/dpa

O Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, apelou na quarta-feira ao Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para aproveitar o novo cenário político na América Latina e a dinâmica da União Europeia com a região para finalizar o acordo comercial com os países do Mercosul.

Numa reunião bilateral na Argentina, onde se realiza uma reunião de líderes da Comunidade dos Estados da América Latina e Caraíbas (CELAC), o antigo primeiro-ministro belga insistiu na intenção da UE de intensificar as relações com a região e, em particular, com o Brasil, após anos de pouca cooperação durante a presidência de Jair Bolsonaro.

Para este efeito, Michel salientou que um «aspecto importante» das relações entre Bruxelas e Brasília é o acordo comercial da UE com o Mercosul. «O presidente do Conselho Europeu apelou à utilização deste impulso político para finalizar o acordo e relançar o acordo comercial com o Mercosul», disse um porta-voz da UE.

O acordo comercial da UE com os países do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – foi acordado pelas partes há vários anos, mas a sua ratificação está bloqueada devido a reservas de vários estados membros, liderados pela França.

A este respeito, o líder da UE convidou Lula a participar na cimeira de líderes da UE e do CELAC a realizar em Bruxelas a 17 e 18 de Julho, e propôs iniciar os trabalhos para uma cimeira com o Brasil, um evento que não se realiza desde 2014.

APOIO À DEMOCRACIA NO BRASIL A reunião foi também uma oportunidade para o representante da UE felicitar o líder brasileiro pelo seu regresso à Presidência e expressar o seu apoio à democracia no Brasil na sequência do ataque dos apoiantes bolonarianos às principais instituições do país no dia 8 de Janeiro.

Michel e Lula também discutiram questões políticas internacionais como a agressão militar da Rússia contra a Ucrânia, insistindo na importância de defender a ordem mundial baseada em regras e de respeitar a integridade territorial.

Fonte: (EUROPA PRESS)