
Um antigo agente especial encarregado da divisão de contra-espionagem do US Federal Bureau of Investigation (FBI) em Nova Iorque foi acusado na segunda-feira de violar as sanções dos EUA contra a Rússia num caso de branqueamento de capitais.
«Como alegado, Charles McGonigal, um antigo alto funcionário do FBI, e Sergei Shestakov, um intérprete do tribunal, violaram as sanções dos EUA ao concordarem em prestar serviços a Oleg Deripaska, um oligarca russo sancionado», disse o Procurador dos EUA Damian Williams numa declaração do Departamento de Justiça.
Entretanto, o director assistente do FBI Michael J. Driscoll disse que «oligarcas russos como Oleg Deripaska exercem uma influência maligna global em nome do Kremlin e estão associados a actos de suborno, extorsão e violência».
Tanto McGonigal como o intérprete Shestakov realizaram negociações em 2018 e concordaram em investigar um oligarca russo rival em troca de pagamentos encobertos de Deripaska, pelos quais são acusados de «conspiração para cometerem branqueamento de capitais e também branqueamento de capitais».
O antigo agente do FBI e Shestakov, um antigo diplomata russo que mais tarde se tornou cidadão americano, escondeu o nome do oligarca nos seus e-mails, utilizou empresas de fachada para assinar contratos e utilizou estas entidades para enviar e receber pagamentos da Deripaska.
«Sabiam que as suas acções violavam as sanções porque, entre outras razões, enquanto actuavam como agentes, McGonigal recebeu informações então classificadas que Deripaska seria acrescentado a uma lista de oligarcas consideradas para sanções», explicou o Departamento de Justiça.
Fonte: (EUROPA PRESS)






