
O Ministro da Defesa brasileiro, José Múcio, disse sexta-feira que não havia responsabilidade «directa» das forças armadas nos actos de golpe de 8 de Janeiro e disse que o alto comando «concorda» com as «medidas» a serem tomadas contra os «soldados individuais» que participaram.
«Os militares estão conscientes e concordam que vamos tomar medidas. Obviamente, no calor do momento, precisamos de ter cuidado para que os processos e as acusações sejam justos, que as sanções sejam justas», disse o ministro da defesa.
«Compreendo que não houve envolvimento directo das forças armadas. Se algum elemento, individualmente, participou, eles responderão como cidadãos», disse ele após a reunião que realizou no Palácio do Planalto com o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e os três chefes das Forças Armadas Brasileiras.
Apesar destas declarações, Múcio assegurou que os actos violentos na Esplanada dos Ministérios não foram objecto de conversa na reunião, mas que foram discutidas políticas de desenvolvimento e investimento para a Defesa.
Esta é a segunda reunião entre o alto comando das forças armadas e Lula desde os acontecimentos de 8 de Janeiro. Na primeira reunião, expressou o seu desconforto perante a posição que os militares tinham tomado, enquanto na segunda, Múcio revelou que Lula tinha transmitido a sua «fé» no seu trabalho.
«Tentámos fazer avançar esta reunião. Temos de olhar em frente, temos de pacificar este país, de governar», disse Múcio em relação à reunião que estava marcada para finais de Janeiro ou princípios de Fevereiro, depois de Lula se ter encontrado com os chefes das Forças Armadas a 16 de Dezembro para lhes pedir relatórios sobre as áreas da Defesa que necessitavam de investimento.
Fonte: (EUROPA PRESS)






