
O Ministro do Interior do Bangladesh, Asaduzzaman Khan, disse quinta-feira que as alegações feitas pela Human Right Watch (HRW) contra o Batalhão de Polícia Armada do Bangladesh (APBn) sobre assédio e abuso dos refugiados Rohingya «não se baseiam em factos».
«Rohingyas cometem assassinatos nos campos e oficiais da APBn foram destacados para lá para fazer trabalho de rotina. O que a Human Rights Watch diz não se baseia em factos», disse Khan, acrescentando que a ONG deveria «recolher mais informações» sobre a situação actual, informou The Daily Star.
Isto vem depois da investigadora asiática da HRW, Shayna Bauchner, ter dito numa declaração que os abusos policiais nos campos de Cox’s Bazar «deixaram os refugiados Rohingya a sofrer nas mãos das próprias forças que supostamente os devem proteger».
«As autoridades do Bangladesh devem investigar imediatamente as alegações de extorsão generalizada e detenção injusta por agentes do Batalhão de Polícia Armada e pedir contas a todos os responsáveis», disse Bauchner.
O Batalhão de Polícia Armada assumiu a segurança nos campos de Rohingya em Julho de 2020. Refugiados e trabalhadores humanitários relatam que a segurança se deteriorou sob a supervisão da APBn devido ao aumento dos abusos policiais e da actividade criminosa. Alguns refugiados também alegam conluio entre funcionários da APBn e grupos armados e bandos que operam nos campos.
A repressão do APBn exacerbou o medo e a vulnerabilidade entre os um milhão de refugiados Rohingya no Bangladesh, a maioria dos quais fugiu das atrocidades militares da Birmânia no final de 2017. Os abusos policiais intensificaram-se no meio de restrições cada vez mais coercivas aos meios de subsistência, movimento e educação nos campos, incluindo o assédio nos postos de controlo e o encerramento de escolas e mercados comunitários, de acordo com a HRW.
Fonte: (EUROPA PRESS)






