
O Partido Popular exigiu esta terça-feira que o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, denunciasse publicamente a detenção e prisão do governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, e propusesse sanções contra a Bolívia por este caso.
Numa pergunta parlamentar, o deputado «popular» Leopoldo López Gil exige «medidas restritivas» contra os membros do governo boliviano liderados por Luis Arce por «serem responsáveis pela prisão ilegítima» do governador do departamento de Santa Cruz.
O PP apela a Borrell a tomar uma posição clara sobre este caso, depois de assegurar que a erosão do Estado de direito na Bolívia «é uma realidade derivada da progressiva falta de separação de poderes». «A perseguição política deve cessar», disse López Gil.
Camacho declarou-se «prisioneiro político» do partido no poder, Movimiento al Socialismo, e disse que a sua detenção por alegada participação na crise política de 2019 «é um caso inventado pelo seu governo».
O líder da oposição é o governador da região mais rica da Bolívia e historicamente oposto aos governos do MAS, cenário no último mês de novos protestos e bloqueios, desta vez para se opor à lei do censo do governo Arce.
A sua detenção é motivada pelo seu papel nas manifestações e protestos violentos que tiveram lugar depois de a oposição, apoiada pelas forças armadas, ter pressionado o antigo presidente Evo Morales a renunciar à sua vitória nas eleições de Outubro de 2019.
Fonte: (EUROPA PRESS)






