
O governo dos EUA emitiu uma licença especial para a Assembleia Nacional controlada pela oposição da Venezuela, eleita em finais de 2015 para continuar a controlar os bens bloqueados no estrangeiro, na sequência do fim do «governo provisório» liderado por Juan Guaidó.
O Departamento do Tesouro dos EUA actualizou as suas directrizes para deixar a Assembleia fora dos vetos impostos contra o governo de Nicolás Maduro e outras instituições Chavista, com os quais «qualquer transacção» ainda é vetada.
Nos últimos anos, o gabinete formado por Guaidó, como presidente do parlamento da oposição, tinha-se constituído como o fiador dos bens detidos por administrações como os EUA.
Agora, pelo menos Washington garante que não cede nenhum destes fundos ao chavismo, com ou sem Guaidó à frente da câmara da oposição, gesto que a Assembleia Nacional, que se descreve como «legítimo», quis agradecer com um comunicado.
Sublinhou assim a sua capacidade de agir em «defesa dos bens do Estado no estrangeiro». Cinco dos seus membros serão responsáveis por estas acções, bem como por comparecer em quaisquer possíveis processos ou disputas sobre o controlo dos fundos.
A Assembleia, que mantém, por exemplo, o conselho ad hoc criado para a companhia petrolífera PDVSA, prometeu trabalhar com «transparência» e a favor da «despartidarização» dos bens congelados.
«Da Assembleia Nacional, continuamos a consolidar o apoio aos nossos aliados internacionais na protecção e utilização de bens no estrangeiro em benefício dos venezuelanos e da recuperação da democracia», afirmou.
Fonte: (EUROPA PRESS)






