
A Ministra do Planeamento do Brasil, Simone Tebet, tomou posse na quinta-feira numa cerimónia em que elogiou o gabinete de «frente alargada» que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu reunir, e agradeceu-lhe a confiança que depositou nela apesar das suas diferenças.
A terceira opção mais votada na primeira volta das eleições, Tebet agradeceu a Lula pela «confiança absoluta» que nela depositou, entregando-lhe «uma das pastas mais importantes e relevantes» do novo governo.
Tebet, que estava a coordenar o trabalho do ar social durante o período de transição, serviu de contraponto liberal a outros ministros do gabinete de Lula que estão mais à esquerda, tais como o Ministro da Economia, Fernando Haddad, e a Ministra da Gestão, Esther Dweck.
Durante o seu discurso de investidura, Tebet salientou que as diferenças ideológicas que tem com o Partido dos Trabalhadores (PT) sobre questões económicas reflectem o interesse de Lula em formar um governo democrático, «frente alargada», no qual há pessoas que pensam de forma diferente.
Apesar das diferenças, salientou que existe «sinergia total» na agenda social e salientou que «os pobres terão prioridade nos orçamentos públicos», bem como outras populações em risco, tais como os povos indígenas, as mulheres, os idosos, os deficientes, e o colectivo LGTBI.
«Chegou o momento de dar visibilidade ao invisível. Temos de cobrir todas estas prioridades, mas sem esquecer de estar atentos à dívida pública», disse Tebet, responsável pelo Planeamento, que geriu importantes empresas públicas tais como o instituto de estatística (IBGE) ou o instituto de investigação económica (Ipea).
No seu novo cargo, Tebet terá de trabalhar de mãos dadas com o Ministro da Economia, Fernando Haddad, com quem concorda em controlar a despesa pública e aprovar uma reforma fiscal que garanta impostos de consumo mais baixos e um sistema menos regressivo com maior justiça social.
«Só assim teremos o crescimento necessário para garantir os empregos e os rendimentos de que o Brasil necessita», salientou Tebet. A sua possível harmonia com Haddad é especialmente relevante uma vez que ambos são vistos como potenciais candidatos para as eleições presidenciais de 2026, uma vez que Lula disse que não voltaria a concorrer.
Durante a sua tomada de posse, Tebet foi acompanhada por importantes membros do governo de Lula, tais como o Vice-Presidente Geraldo Alckmin, o referido Haddad, e o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, bem como outros como os Ministros da Igualdade Racial, Anielle Franco, e do Ambiente, Marina Silva.
Fonte: (EUROPA PRESS)






