
Os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) disseram na terça-feira que a delegação que negocia com o governo colombiano «não discutiu» qualquer proposta de cessar-fogo bilateral e, portanto, «ainda não há acordo sobre este assunto».
«Em várias ocasiões assinalámos que o ELN só cumpre o que é discutido e acordado na mesa de diálogo em que participamos. Um decreto unilateral do governo não pode ser aceite como um acordo», explicaram os guerrilheiros num comunicado assinado a 1 de Janeiro, mas divulgado na terça-feira.
O ELN assinalou que após a primeira ronda de negociações na Venezuela, que terminou a 12 de Dezembro, «apenas foi acordado o que foi anunciado» no que respeita à institucionalização das conversações e à realização de uma série de ajustamentos na agenda que devem ser consultados tanto pelo presidente, Gustavo Petro, como pelo comando central da guerrilha.
A este respeito, disse que na próxima ronda de diálogo, que terá lugar no México, foi acordado completar os ajustamentos à agenda e, uma vez concluída, será discutida a proposta de um cessar-fogo bilateral «para examinar os termos que tornarão possível um acordo».
«Entendemos o decreto do governo como uma proposta a ser analisada na próxima ronda», disse o ELN, que assim rompe com o anúncio do Presidente Petro a 31 de Dezembro de que o seu governo tinha chegado a um cessar-fogo bilateral com este grupo guerrilheiro, bem como com quatro outros grupos armados.
O recomeço das negociações com o ELN foi um dos primeiros anúncios da Petro com impacto internacional, depois de estas terem sido interrompidas pelo governo do ex-presidente Iván Duque em resposta a um ataque da guerrilha em Janeiro de 2019 numa academia de polícia que deixou cerca de vinte pessoas mortas.
Fonte: (EUROPA PRESS)






