
As autoridades malaias confirmaram na terça-feira que o jornalista paquistanês Syed Fawad Ali Shah foi deportado para o Paquistão após o seu desaparecimento em Agosto e uma década depois de ter fugido do país.
O Ministro do Interior Saifudin Nasution Ismail confirmou a deportação e explicou que tinham passado dez anos desde que deixou o Paquistão após escrever um artigo que implicava altos funcionários paquistaneses em casos de corrupção e pessoas desaparecidas.
A família do jornalista, que disse ter desaparecido na Malásia em Agosto de 2022, explicou que ele tinha «estatuto» de refugiado concedido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o qual não tinha sido reconhecido pelo governo malaio.
Saifudin afirmou que a deportação foi organizada pelo governo anterior, chefiado pelo agora ex-Primeiro Ministro Ismail Yakob, na sequência do pedido do Alto Comissário paquistanês.
Disse que o anterior governo o tinha localizado e posteriormente o tinha deportado para Islamabad, a capital do Paquistão. «Posso confirmar que existem relatórios oficiais sobre isto e que a acção foi tomada a pedido do governo paquistanês», disse ele.
A este respeito, assinalou que o jornalista também tinha sido identificado como ex-polícia e tinha aberto processos contra ele no Paquistão. «Há duas versões deste caso. Os meios de comunicação social identificaram-no como jornalista, mas a versão oficial paquistanesa é que ele era um polícia e tinha vários processos abertos contra ele», reiterou ele.
Fonte: (EUROPA PRESS)






