
A coligação de oposição argentina Juntos por el Cambio rejeitou na segunda-feira o impeachment anunciado pelo Presidente Alberto Fernández contra o chefe do Supremo Tribunal de Justiça, Horacio Rosatti.
«A pretensão ultrapassada do presidente da nação e do Kirchnerismo de pedir o impeachment do presidente do Supremo Tribunal de Justiça é um novo ataque que visa intimidar e minar os poderes do Estado», afirmou numa declaração, noticiada pelo jornal ‘Clarín’.
Neste sentido, a principal aliança da oposição, liderada por Mauricio Macri, disse que estas manobras «desesperadas» mostram que o governo está à procura de «impunidade». «Eles só se preocupam consigo próprios e com os seus casos jurídicos», acrescentou ele.
Fernández disse numa carta publicada no domingo no seu perfil oficial no Twitter que iria iniciar um processo de impeachment contra Rosatti. Depois disso, numa entrevista ao C5N, recordou a viagem de juízes, procuradores, funcionários e empresários dos meios de comunicação ao Lago Escondido, que o governo atribuiu a uma trama sombra.
Também criticou as mensagens trocadas entre diferentes autoridades e o «avanço sobre outros poderes» que, na sua opinião, significou a intervenção do Supremo Tribunal na disputa entre o governo central e a administração de Buenos Aires sobre a distribuição de fundos. O tribunal adoptou uma medida de precaução a favor de Buenos Aires no âmbito da chamada «coparticipação».
Fernández e a sua número dois, a vice-presidente Cristina Fernández, não pouparam críticas nos últimos meses contra o poder judicial, que consideram estar ao serviço dos interesses políticos de líderes da oposição como Macri. Ambos enquadraram a recente condenação do vice-presidente por corrupção como parte desta alegada perseguição.
Fonte: (EUROPA PRESS)






