
A principal central eléctrica da África do Sul, a estatal Eskom, avisou as pessoas na sexta-feira que devem estar preparadas para continuar a enfrentar uma crise energética de meses, mas prometeu uma pausa para o dia de Natal.
A África do Sul atravessa uma crise sem precedentes de cortes de energia e apagões graças a uma mistura de múltiplos factores, incluindo corrupção e incompetência, mas também sabotagem e instalações deficientes e centrais eléctricas obsoletas ainda a funcionar a carvão.
É o caso da principal central nuclear com 40 anos de idade perto da Cidade do Cabo, que abastece grande parte do país. Estas instalações deverão ser desactivadas no próximo ano para trabalhos de remodelação, privando a rede de megawatts valiosos.
O chefe de operações da empresa, Jan Oberholzer, disse que os primeiros três meses de 2023 serão «difíceis», um período, disse ele, que «vai ser realmente difícil», relata o Africa News.
O CEO cessante de Eskom, André de Ruyter, que permanecerá no cargo até Março depois de se demitir há algumas semanas, citando a falta de apoio político e a corrupção como os principais obstáculos à resolução deste problema, exprimiu-se nesse sentido.
«As perspectivas para o próximo ano são muito limitadas», uma vez que o país precisaria de entre 4.000 e 6.000 megawatts de capacidade adicional para a rede, disse De Ruyter. Por seu lado, o governo informou que a sabotagem está a ocorrer como resultado de fraude e corrupção, e na semana passada anunciou o destacamento de pequenos batalhões de soldados para proteger quatro centrais eléctricas e expulsar organizações criminosas.
Fonte: (EUROPA PRESS)






