
O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse ao seu homólogo norte-americano, Antony Blinken, na quinta-feira da luta do seu país «contra o terrorismo» na Síria.
Cavusoglu salientou que a luta da Turquia contra o terrorismo vai continuar com determinação, informou a agência noticiosa turca Anatólia.
O Secretário de Estado norte-americano manifestou a sua preocupação com a situação na Síria, segundo o porta-voz do Secretário de Estado norte-americano, Ned Price, numa declaração.
Blinken, que descreveu a conversa como «uma boa chamada», disse que esperava «continuar as discussões sobre o nordeste da Síria».
«O Secretário Blinken e o Ministro dos Negócios Estrangeiros Cavusoglu salientaram a importância da unidade da OTAN no apoio à defesa da Ucrânia contra a guerra não provocada pela Rússia», lê-se na carta.
O secretário norte-americano também agradeceu a Ancara pelos «esforços da Turquia para renovar rapidamente» a iniciativa de exportação de cereais do Mar Negro porque «salva vidas», de acordo com uma mensagem no seu perfil no Twitter.
As autoridades turcas disseram no início deste mês que «não procuram o consentimento de ninguém» para lançar uma ofensiva terrestre contra grupos curdos que operam no norte da Síria, na sequência de semanas de ataques aéreos na região e no norte do Iraque.
O porta-voz presidencial turco Ibrahim Kalin, que salientou que o PKK é responsável pelo ataque à avenida Istiklal de Istambul, disse que o grupo «usa pessoas de outras nacionalidades, em vez de sírios ou curdos, para tentar encobrir a sua responsabilidade», de acordo com o diário turco ‘Daily Sabah’.
Por outro lado, negou que os bombardeamentos turcos no norte da Síria representassem uma ameaça para as tropas norte-americanas presentes no país árabe e salientou que «as (milícias curdas-sírias) YPG utilizam em alguns locais a bandeira americana e noutros a bandeira do regime (sírio) para se protegerem».
A Turquia lançou a Operação Sword Claw a 21 de Novembro, uma campanha de bombardeamento contra grupos curdos no norte do Iraque e na Síria após o ataque de Istambul, embora tanto o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) como as Forças Democráticas Sírias (SDF) se tenham dissociado do ataque.
Fonte: (EUROPA PRESS)






