
A coligação rebelde tuaregue do Mali anunciou sexta-feira que está a suspender a sua participação no acordo de paz de 2015 e exigiu um processo de mediação internacional num local neutro face à relutância da junta em cumprir.
«Todos os movimentos decidiram por unanimidade suspender a sua participação nos mecanismos de acompanhamento e implementação do acordo até que se realize uma reunião mediada internacionalmente em terreno neutro para decidir o futuro do pacto», disse o Quadro Estratégico Permanente (CSP) numa declaração na sexta-feira.
A Coordenação dos Movimentos Azawad (CMA), uma aliança de grupos nacionalistas tuaregues e árabes do Norte, que se reuniu esta semana, lamentou a «persistente falta de vontade política das autoridades de transição» para pôr fim às hostilidades no norte do país, na região de Azawad, onde os separatistas exigem uma maior autonomia.
Sublinhou numa declaração que a sua decisão se baseia também nos desafios de segurança abertos que causaram «várias centenas de mortos e milhares de pessoas deslocadas nas regiões de Ménaka, Gao e Timbuktu».
«A situação de segurança conduziu a uma crise humanitária sem precedentes, e o CSP-PSD apela urgentemente a todas as organizações humanitárias para que venham em auxílio das populações necessitadas», afirmou.
O Acordo de Argel de 2015 assinado entre o governo e os grupos separatistas tuaregues levou-os para as Forças Armadas, selou um cessar-fogo e propôs mais poderes para a parte norte do Mali, bem como a criação de uma força de segurança regional e de um plano de desenvolvimento.
Fonte: (EUROPA PRESS)






