
Pelo menos oito pessoas foram presas nas últimas horas em protestos na capital, Cabul, após os Talibãs terem anunciado uma proibição das mulheres nas universidades, na medida mais restritiva contra a educação das mulheres desde que estas tomaram o poder há pouco mais de um ano.
Entre os detidos encontravam-se três jornalistas a cobrir os protestos e cinco mulheres em manifestação em Cabul, onde as forças de segurança talibãs na quarta-feira impediram centenas de mulheres de entrar nos seus locais de estudo.
Na quinta-feira, grupos de mulheres tinham planeado protestar novamente em frente à Universidade de Cabul, mas o percurso teve de ser alterado após o pesado destacamento de segurança imposto pelos Talibãs, que alegadamente efectuaram mais detenções, segundo testemunhas, relata o Tolo News.
Esta é a restrição mais rigorosa à educação das mulheres, que já viram raparigas e mulheres jovens excluídas das escolas secundárias quando os fundamentalistas chegaram ao poder no Afeganistão.
O Ministério da Educação do Taliban argumentou que a presença de mulheres nas escolas é suspensa até que elas sejam capazes de lhes proporcionar um «ambiente adequado». Em solidariedade, meia centena de professores universitários renunciaram, enquanto os seus colegas homens entraram em greve com os seus lápis em baixo.
Antes do anúncio do Taliban que proibia as mulheres das universidades, as universidades já vinham impondo regras discriminatórias contra as mulheres, com salas de aula e entradas separadas por sexo ou professores do sexo feminino para ensinar disciplinas.
A decisão dos fundamentalistas atraiu mais uma vez a rejeição de toda a comunidade internacional, mesmo entre países islâmicos como o Paquistão e a Arábia Saudita, que disseram ter recebido a notícia com «espanto» e «desilusão».
Fonte: (EUROPA PRESS)






