
As Nações Unidas denunciaram este sábado que uma vintena de raparigas foi sujeita a mutilação genital num único dia no estado somali de Jubaland, no sul do país.
As mutilações ocorreram na cidade de Kismayu, de acordo com a ONU, que não dá mais pormenores. No entanto, esta condenação vem depois da ONG Ifra Foundation ter relatado na quarta-feira passada que pelo menos 29 raparigas tinham sido sujeitas a esta prática num campo para deslocados internos em El Jalle, a 25 quilómetros deste local.
«Todas as vítimas eram demasiado jovens para darem o seu consentimento informado» a um procedimento que, como se esperava, «as fez sangrar mal», disse Niyi Ojuolape, o representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) para o país africano.
A UNPF «condena fortemente o incidente» e adverte que a «seca e a crise humanitária» aumentaram «o risco enfrentado pelas raparigas somalis como resultado desta prática».
«Apelo ao governo para que tome todas as medidas necessárias para assegurar que os responsáveis por este incidente sejam responsabilizados, para dissuadir outros e para proteger os direitos das mulheres e raparigas», afirmou.
O país ainda não aprovou uma lei para proibir a mutilação genital feminina, mas tem trabalhado com agências da ONU para divulgar informação sobre os perigos da prática.
Fonte: (EUROPA PRESS)






