
O Chanceler alemão Olaf Scholz reiterou na quarta-feira as objecções de Berlim ao limite de preço do gás em discussão na União Europeia (UE) e disse que «não há soluções simples imediatas» durante uma comparência perante o Bundestag.
«Por exemplo, não podemos intervir nos preços de tal forma que seja fornecido muito pouco gás à Europa», argumentou, antes de defender a necessidade de ter em conta tal ponto de vista a fim de se chegar a um entendimento no Conselho da Energia da UE, que continuará a trabalhar num possível acordo na quarta-feira.
Manifestou também satisfação com os grandes progressos realizados em matéria de segurança energética, citando como exemplo a inauguração do primeiro terminal flutuante de gás liquefeito em Wilhelmshaven (norte), agendada para sábado.
Scholz agradeceu a todos os trabalhadores e engenheiros envolvidos por terem conseguido «este grande feito» em tempo recorde. «É também graças a eles que estamos a ter um bom Inverno este ano», disse o chanceler.
Disse também que o Presidente russo Vladimir Putin não tinha conseguido atingir os seus objectivos na invasão da Ucrânia, salientando que «nenhum dos seus planos funcionou». Scholz salientou que o líder russo cometeu um erro de cálculo ao lançar a guerra porque pensava que as suas tropas levariam o país em poucos dias face a uma possível divisão no Ocidente por causa da entrega de ajuda a Kiev.
«Ele pensou que podia secar a solidariedade da Europa fechando a torneira do gás», disse, antes de salientar que Putin «estava errado sobre a coragem dos ucranianos, sobre a Europa, sobre o carácter das democracias e a vontade de resistir à mania e ao imperialismo de uma superpotência».
Putin deu a ordem para invadir a Ucrânia dias depois de reconhecer a independência das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Luhansk, localizadas em Donbas e no cenário de conflito desde 2014. Moscovo anunciou em Setembro a anexação destas duas regiões, juntamente com Kherson e Zaporiyia, que foram parcialmente ocupadas após o início da guerra.






