
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, defendeu este sábado que não intervém na crise política peruana gerada em torno da demissão de Pedro Castillo e que só dá a sua opinião, depois de ter sido convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros peruano para a sua «interferência» nos assuntos internos.
Numa conversa com os meios de comunicação social relatada pelo ‘El Universal’, AMLO disse que «eles só estão a dar a sua opinião, nada mais», embora tenha salientado que os acontecimentos no Peru, referindo-se à detenção de Pedro Castillo, são «uma violação da democracia».
Neste sentido, acusou o país andino de «ultrapassar os seus limites» ao levar a cabo estas acções contra o antigo presidente e perguntou-se qual seria a razão para o afastar do seu cargo se foi eleito pelo povo.
Salientou também que aqueles que apoiam estes procedimentos são políticos e intelectuais conservadores, como Mario Vargas Llosa. «Eles gostam de democracia quando lhes convém, mas na democracia todos contamos o mesmo, somos todos iguais, não há raças, isso não existe e não deveria haver racismo, não deveria haver classismo, deveria haver humanismo», defendeu ele.
Mais tarde, lamentou a situação no Peru, um país que ele considera «ter sofrido muito por causa dos problemas que causou à elite».
«Em seis anos, cinco presidentes, um cometeu suicídio, outros estão na prisão, outros são fugitivos. É muita gente no Peru para tão poucos políticos», disse ele.






