
Faridé Moradjani, sobrinha do líder supremo do Irão, foi condenado sexta-feira a três anos de prisão após ter apelado à comunidade internacional a cortar todos os laços com as autoridades do país como castigo pela repressão dos protestos contra a morte sob custódia do jovem Mahsa Amini por alegadamente usar incorrectamente o véu islâmico.
A sentença foi anunciada pelo advogado da sobrinha de Ali Khamenei, Mohamed Hosein Aghasi, numa mensagem publicada na sua conta do Twitter e relatada pelo site do Iran Wire.
Na sua declaração, o advogado denuncia que Muradjani foi julgado num tribunal religioso especial, sem jurisdição sobre o caso, e que foi inicialmente condenada a 15 anos de prisão, finalmente reduzida a três graças a um recurso expresso.
A sobrinha de Khamenei foi presa a 23 de Novembro após gravar um vídeo em que apelava aos governos «amantes da liberdade» para expulsarem os embaixadores iranianos em apoio ao movimento de protesto anti-governamental que abalou o Irão.
A mãe de Moradjani e irmã do Líder Supremo Badri Hoseini Khamenei publicou uma carta aberta a 6 de Dezembro criticando o seu irmão e o seu «califado autoritário».
A brutal repressão das forças de segurança contra manifestações matou mais de 440 pessoas, incluindo dezenas de crianças, de acordo com grupos de direitos humanos. Pelo menos 18.000 pessoas terão sido detidas.






