
A chefe do Gabinete Anti-Corrupção do Malawi (ACB), Martha Chizuma, foi libertada sob fiança na terça-feira após a sua detenção, após uma fuga de áudio em que se queixou da alegada falta de apoio do governo na luta contra a corrupção.
Chizuma foi acusado de «fazer um discurso capaz de prejudicar uma pessoa em processos judiciais», em referência específica ao procurador-geral do Malawi, Steven William Kayuni, de acordo com o jornal ‘The Nation’.
No áudio divulgado em Abril, o chefe da ACB chama Kayuni «corrupto» e «comprometido» em casos de alegada corrupção, o que levou à sua detenção. O presidente, Lazarus Chakwera, rejeitou as chamadas para a demitir por violar a sua obrigação de manter as investigações em segredo.
Chakwera ganhou as eleições de 2020, que se realizaram após as eleições presidenciais de 2019 – nas quais o ex-presidente Peter Mutharika ganhou a reeleição – foi anulado pelos tribunais devido a irregularidades no processo.
Na sequência disto, o novo presidente prometeu no seu discurso inaugural em finais de Junho de 2020 combater a corrupção no país e apelou ao poder judicial para «fazer mais para acabar com a cultura da corrupção e da justiça selectiva», embora membros do seu próprio executivo tenham sido implicados em escândalos de corrupção.






