
O Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, saudou o acordo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição venezuelana para retomar o processo de negociação este sábado no México, mais de um ano após o fracasso da tentativa anterior.
«Milhões de venezuelanos estão à espera de um acordo que responda às suas aspirações democráticas e socioeconómicas», disse no seu perfil oficial no Twitter, acrescentando que este processo é «chave» para uma «solução pacífica» da crise.
As autoridades norueguesas, que estão a actuar como «facilitadores» do processo, anunciaram na quinta-feira que as partes «assinarão um acordo parcial sobre questões sociais» no início das negociações, o qual tinha sido especulado desde a semana passada.
A oposição será mais uma vez representada pela Plataforma Unitária, que reúne os quatro principais partidos. Este grupo também confirmou a nova tentativa de aproximação num processo que, na sua opinião, «nunca deveria ter sido suspenso».
Do lado de Chavista, a delegação será novamente chefiada pelo presidente da Assembleia Nacional que emergiu das últimas eleições, Jorge Rodríguez, que, apesar das diferenças políticas, espera a «implementação bem sucedida» do acordo.
«Estamos convencidos de que este acordo social abrirá as portas para fazer avançar a extensa agenda do diálogo nacional, no cumprimento de todos os seus objectivos para o bem da nossa pátria», disse ele.
Chavismo afastou-se da mesa em Agosto de 2021 como sinal de mal-estar sobre a extradição para os Estados Unidos de Alex Saab, considerado o homem de frente de Maduro, mas nos últimos dias retomaram os contactos entre as partes, com uma reunião particularmente simbólica na semana passada no Fórum da Paz de Paris.






