
Owen Paterson, deputado britânico pelo North Shropshire, levou o governo britânico ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem por violação do seu direito à privacidade num caso que levou à sua demissão do seu cargo depois de ter sido acusado de violar as regras parlamentares na Câmara dos Comuns.
Paterson, um activista Brexit, demitiu-se em 2021 como deputado pelo North Shropshire no meio de um escândalo sobre o qual o investigador independente do Parlamento britânico – o Comissário de Ética Parlamentar – concluiu que tinha violado as regras do lobby durante o seu trabalho no sector privado.
No resumo, publicado pelo organismo, o antigo deputado britânico eurocéptico conservador alega que os seus direitos de privacidade foram violados ao abrigo do artigo 8º por «o processo de investigação que levou à sua demissão».
«A descoberta pública de que ele tinha violado o código de conduta prejudicou a sua boa reputação e que o processo pelo qual as alegações contra ele foram investigadas e consideradas injustas em muitos aspectos básicos», lê-se no texto.
Os conservadores, com o apoio do antigo primeiro-ministro Boris Johnson, aprovaram uma moção para mitigar a suspensão dos deputados da Câmara dos Comuns, uma medida que os trabalhistas interpretaram como uma forma de proteger Paterson, que enfrentava então uma suspensão de 30 dias por parte da Câmara sobre o caso.
No entanto, o ex-ministro da Irlanda do Norte, sob a liderança de David Cameron, decidiu demitir-se depois de os Trabalhistas terem acusado o governo britânico de corrupção por tentar reformar as regras parlamentares, informou a Sky News.






