
A NATO convocou uma reunião de emergência dos embaixadores aliados na quarta-feira para discutir o incidente na Polónia, onde duas pessoas foram mortas na cidade fronteiriça de Przewodow, numa explosão que os meios de comunicação social atribuíram aos ataques com mísseis.
«O Secretário-Geral presidirá a uma reunião de emergência dos embaixadores da OTAN na quarta-feira de manhã para debater este trágico acidente», disse a porta-voz da OTAN, Oana Lungescu, à Europa Press.
Resta saber se a Polónia irá finalmente invocar o artigo 4 do Tratado do Atlântico Norte para desencadear consultas da NATO na sequência da explosão, embora o apelo de facto de Stoltenberg envolva contactos estreitos entre aliados e uma resposta conjunta ao incidente.
Na terça-feira, o Presidente polaco Andzrej Duda esteve em contacto com o Secretário-Geral da OTAN Jens Stoltenberg e o Presidente dos EUA Joe Biden para debater o caso. Varsóvia disse que estudaria as condições actuais e se as premissas estão em vigor para iniciar os procedimentos para desencadear as consultas ao abrigo do Artigo 4º.
O Pentágono disse até agora não ter informações suficientes para corroborar que dois mísseis russos atingiram território polaco, enquanto Stoltenberg se referiu ao episódio como «uma explosão» e pediu esclarecimentos sobre o incidente.
ARTIGO 4º DO TRATADO O artigo 4º do Tratado do Atlântico Norte estabelece que os aliados da OTAN devem consultar quando uma das partes considerar que a sua integridade territorial, independência política ou segurança dos aliados está ameaçada.
O fórum de consultas é o Conselho do Atlântico Norte (NAC), que é o principal órgão decisório da OTAN. Qualquer membro da OTAN pode invocar formalmente o Artigo 4º, que seria o prelúdio de qualquer decisão ou acção conjunta em nome da OTAN.
A última vez que foi aplicado foi após a invasão militar russa da Ucrânia, quando a Estónia, em coordenação com a Letónia, Lituânia e Polónia, solicitou a abertura deste processo para responder à situação no país vizinho.






