
Os presidentes da China e dos Estados Unidos, Joe Biden e Xi Jinping, respectivamente, apertaram as mãos pela primeira vez como líderes na segunda-feira antes de uma reunião agendada para mais tarde no dia da cimeira do G20 que se realiza em Bali, Indonésia.
Os dois líderes saudaram-se e expressaram o seu desejo de realizar as conversações iminentes, de acordo com a CNN. «Estou empenhado em manter as linhas de comunicação abertas entre nós pessoalmente porque os nossos países têm uma oportunidade de abordar muitas questões», disse Biden em declarações anteriores ao início da reunião.
«Como líderes destes dois países, temos a responsabilidade de demonstrar que a China e os Estados Unidos podem gerir as suas diferenças, evitar que a competitividade se transforme em conflito, e encontrar formas de trabalhar em conjunto em questões globais que requerem a nossa cooperação», disse ele.
No entanto, a administração Biden deixou claro que, pelo menos em princípio, as partes não farão declarações conjuntas e salientou que não farão «concessões sobre questões centrais».
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do gigante asiático salientou que Pequim procura «alcançar uma forma de coexistência aceitável para as partes enquanto defende a sua própria soberania, segurança e interesses», de acordo com o South China Morning Post.
A reunião realiza-se três meses após a Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, ter feito uma visita controversa a Taiwan, uma questão que alimentou controvérsia e encorajou manobras militares da China na região.
Entre outras questões, Bien e Xi deverão discutir as suas respectivas relações com a Rússia, membro do G20, no meio da invasão da Ucrânia, que durou nove meses.






