
As autoridades iranianas disseram na terça-feira que entre os detidos em protestos desde Setembro sobre a morte sob custódia de uma mulher detida por alegadamente usar o véu incorrectamente são «espiões» ligados à CIA.
O vice-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, Ali Fadavi, disse que os suspeitos «estão ligados aos serviços de inteligência e espionagem dos Estados Unidos», sem dar um número específico de detidos.
Salientou que estes indivíduos foram levados perante as autoridades judiciais, acrescentando que os «inimigos» têm sido «conspirações de planeamento» contra o Irão desde o sucesso da Revolução Islâmica em 1979, segundo a agência noticiosa iraniana Mehr.
O porta-voz judicial iraniano Masud Setayeshi disse na semana passada que 40 estrangeiros estavam entre os milhares detidos pelo seu envolvimento nos protestos, que Teerão culpou os países ocidentais – incluindo os Estados Unidos – que procuravam desestabilizar a situação interna.
A Guarda Revolucionária Iraniana confirmou na segunda-feira que mais de 300 pessoas foram mortas desde o início dos protestos, o primeiro número oficial de mortos desde que os protestos começaram. O número é inferior ao relatado pelas ONG, que colocaram o número de mortos em mais de 400 como resultado da repressão das forças de segurança.






