
O movimento fundamentalista talibã respondeu às críticas das Nações Unidas sobre as punições de chicote que impõe à população afegã, que deplorou como um «insulto ao Islão» e às leis que sustentam o seu uso de flagelação.
A porta-voz do Gabinete dos Direitos Humanos das Nações Unidas, Ravina Shamdasani, declarou-se «consternada» pelo uso do chicoteamento como castigo público em casos como o ocorrido na quarta-feira passada na província de Logar, onde 14 pessoas foram vítimas deste castigo «aberrante».
Em resposta, o porta-voz regular dos Taliban e ministro adjunto da informação, Zabiullah Mujahid, chamou a estas declarações um «insulto ao Islão e uma violação dos princípios internacionais».
«Os países e as organizações não devem permitir que indivíduos com interesses próprios façam comentários irresponsáveis e provocadores sobre o Islão e as suas regras em seu nome», disse ele na sua conta do Twitter.
O líder talibã Mullah Hebatullah Ajundzada ordenou recentemente aos juízes do Afeganistão que aplicassem integralmente a lei Sharia contra aqueles que cometessem uma série de crimes que pudessem ser punidos com amputações públicas ou apedrejamento por delitos tais como roubo, rapto ou sedição.






