
O Partido Trabalhista da Nova Zelândia confirmou Chris Hipkins como o novo primeiro-ministro do país, após uma votação formal no domingo.
Chris Hipkins recebeu o apoio unânime dos 64 deputados do seu partido e será oficialmente empossado no dia 25 de Janeiro para suceder à primeira-ministra Jacinda Ardern.
Hipkins disse numa conferência de imprensa em Wellington após a votação do partido: «Assumo este cargo num momento difícil para os neozelandeses». «A Covid-19 e a pandemia global criaram uma crise sanitária, e agora criaram uma crise económica, e é aí que o meu governo se vai concentrar», acrescentou ele.
«Iremos concentrar-nos no presente e nas questões básicas que preocupam as pessoas», disse o líder trabalhista. «Sei que as pessoas estão preocupadas em pagar a conta da mercearia e a hipoteca. Quero que eles saibam que estamos do seu lado», disse Hipkins em declarações relatadas pelo Guardião.
Além disso, Chris Hipkins mencionou o seu colega Ardern, cuja liderança definiu como uma «inspiração para mulheres e raparigas em todo o mundo» e condenou os ataques misóginos sofridos pelo primeiro-ministro.
«Foi também um lembrete de que temos um longo caminho a percorrer para assegurar que as mulheres em posições de liderança recebam o mesmo respeito que os seus homólogos masculinos», disse ele.
«A forma como Jacinda tem sido tratada, particularmente por alguns segmentos da nossa sociedade – e eles são uma pequena minoria – tem sido absolutamente abominável», disse Hipkins.
Além disso, o novo primeiro-ministro fez um forte apelo à «responsabilidade dos homens de se manifestarem» para denunciar este tipo de situação.
Fonte: (EUROPA PRESS)






