
Amber McLaughlin foi executada na terça-feira à tarde, disseram as autoridades norte-americanas, tornando-se a primeira mulher transexual a enfrentar a pena de morte no país depois de ter sido acusada de homicídio.
O Departamento de Correcções do Missouri indicou que «McLaughlin foi pronunciado morto às 18,51 horas» (23,51 hora peninsular espanhola), após ter recebido uma injecção letal.
Numa declaração final, de acordo com a NBC, McLaughlin teria «lamentado» as suas acções, assegurando que ela era «uma pessoa amorosa e carinhosa».
McLaughlin tinha sido condenado em 2006 por violação e homicídio – crimes cometidos três anos antes – contra Beverly Guenther, que na altura era sua ex-parceira.
O arguido tinha pedido formalmente um perdão ao Governador do Missouri Mike Parson com o fundamento de que sofre de danos cerebrais e traumas infantis.
No entanto, Parson disse que McLaughlin era um «criminoso violento», dizendo que a execução da sentença «traria justiça», pois a família de Guenther «merece paz».
Numerosas figuras políticas e da sociedade civil pediram que a execução de McLaughlin fosse anulada, recordando que ela foi abandonada pela sua mãe, repetidamente agredida pelo seu pai adoptivo e foi objecto de «múltiplas tentativas de suicídio».
McLaughlin, que não tinha iniciado qualquer processo legal para mudar o seu nome ou iniciar o trânsito físico, tinha sido realizada no Centro Correccional de Potosi perto de St. Louis, uma instalação só para homens.
Fonte: (EUROPA PRESS)






