
O Presidente da Bulgária, Rumen Radev, lamentou que «infelizmente» os «belicistas» no parlamento nacional tenham dado «luz verde» ao envio de armas para o exército ucraniano no contexto da invasão russa.
Radev, que nos últimos meses tem sido contra o fornecimento de armas a Kiev, disse que a decisão da Assembleia Nacional «obriga» o governo a assinar um contrato para tal ajuda, de acordo com a estação de rádio pública BNR.
A situação pode agora tornar-se ainda mais tensa para a já frágil estabilidade política da Bulgária, uma vez que os socialistas – que apoiaram Radev nas eleições presidenciais – já tinham avisado esta semana que, se o presidente não vetasse o carregamento de armas, recorreriam ao Tribunal Constitucional.
«O presidente tem feito repetidas declarações de que isto nos arrastaria para a guerra, e agora parece que o seu gabinete e o seu ministro da defesa assinaram este tratado», queixou-se a líder do Partido Socialista Kornelia Ninova.
Contudo, Rudev já respondeu aos avisos dos Socialistas sublinhando que «não faz sentido» vetar a lei e acrescentando que tentar levar o assunto ao Tribunal Constitucional «não vai ajudar».
O presidente explicou que um veto presidencial não pode alterar os textos de um tratado internacional, tal como é «impossível» recorrer ao Tribunal Constitucional para tratar de um tratado internacional que já foi ratificado.
Sobre este ponto, apelou às instituições e às várias forças parlamentares para aderirem estritamente à lei, tanto mais dada a frágil situação política do país.
Por enquanto, todas as tentativas de formar um novo governo na Bulgária falharam, embora agora seja o ex-Primeiro-Ministro Kiril Petkov que será encarregado de formar um executivo que evitará a convocação de eleições em Março, que seriam as quinta eleições em apenas dois anos.
Fonte: (EUROPA PRESS)






