
O homem de negócios russo e fundador do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, negou a acusação dos EUA de receber armas da Coreia do Norte, o que é considerado «especulação», para uso na guerra contra a Ucrânia.
«Infelizmente, o Sr. Kirby faz bastantes afirmações baseadas em conjecturas. Todos sabem que a Coreia do Norte não fornece armas à Rússia há muito tempo», disse o oligarca russo, que classificou as acusações como «rumores e especulação».
De acordo com a agência noticiosa Tass, o grupo Wagner é fornecido com armas americanas, e os seus advogados procurarão activamente eliminar as sanções de Washington sobre o fornecimento de armas a empresas militares privadas.
Do mesmo modo, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte salientou que Pyongyang nunca teve quaisquer transacções de armas com Moscovo no contexto da guerra na Ucrânia.
«A falsa notícia dos media japoneses de que a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) ofereceu munições à Rússia é o mais absurdo engano vermelho, que não merece qualquer comentário ou interpretação», o porta-voz foi citado como tendo dito pela agência noticiosa norte-coreana KCNA.
Isto vem depois de os Estados Unidos, através do porta-voz do Conselho de Segurança Nacional John Kirby, terem denunciado as compras de armas de Wagner à Coreia do Norte numa conferência de imprensa.
Kirby especificou que Wagner «foi obrigado a confiar nos Estados pária para sustentar a sua campanha militar na Ucrânia» e assegurou que Washington está a planear novas acções contra o grupo russo, embora não tenha dado mais pormenores.
Por seu lado, o representante do Secretário-Geral da ONU, Stéphane Dujarric, disse na quinta-feira que desconhecia a queixa dos EUA e não tinha informações sobre a transferência de armas da Coreia do Norte para o grupo russo.
Fonte: (EUROPA PRESS)






