
O Ministério da Defesa britânico abriu na quinta-feira uma investigação independente sobre alegações de actividades ilegais por membros das Forças Armadas britânicas durante as detenções no Afeganistão.
«O Ministério da Defesa lançou hoje uma investigação formal independente para preparar um relatório sobre as alegações de irregularidades cometidas pelas Forças Armadas Britânicas durante as operações de detenção deliberada no Afeganistão», disse o governo num comunicado.
A este respeito, as autoridades britânicas indicaram que estas detenções teriam tido lugar entre meados de 2010 e meados de 2013. O inquérito será conduzido pelo Juiz Charles Haddon Cave, de acordo com a declaração.
Em Julho passado, a televisão da BBC transmitiu os resultados de uma investigação que apontou aos membros do Serviço Aéreo Especial (SAS) como responsáveis pela execução de detidos e pessoas desarmadas em «circunstâncias suspeitas» em solo afegão.
A investigação foi baseada em documentos militares e apontou para uma unidade SAS, composta por membros das forças especiais, que alegadamente executaram 54 pessoas durante um período de seis meses.
A investigação mostra que os e-mails internos sugerem que os membros superiores das forças armadas estavam conscientes das preocupações sobre possíveis execuções, mas não notificaram a Polícia Militar, o que é exigido por lei.
A própria BBC e o Sunday Times investigaram uma rusga da SAS em 2019 que levou a um processo judicial britânico e a uma ordem para o Ministério da Defesa publicar documentos sobre a forma como as autoridades trataram o caso.






