
O Canadá saudou na quarta-feira o cancelamento pelo Conselho Económico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) da adesão do Irão a um comité sobre os direitos das mulheres, em retaliação aos meses de protestos sociais no país devido ao agravamento dos direitos das mulheres.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros canadiana Mélanie Joly disse que Ottawa não permitiria que as autoridades iranianas minassem os direitos das mulheres.
«Para o povo iraniano: o regime não está a ouvir, mas nós estamos. Com os nossos parceiros, votámos para retirar o Irão da Comissão da ONU sobre o Estatuto da Mulher», disse Joly no seu perfil no Twitter.
«O Canadá responsabilizará o regime. Não permitiremos que isso prejudique os direitos das mulheres», acrescentou ela.
O Ecosoc aprovou na quarta-feira o cancelamento da adesão do Irão como retaliação pela repressão dos protestos, de acordo com uma decisão apresentada pela delegação dos EUA.
«A minha delegação rejeita categoricamente a resolução adoptada hoje. Baseia-se em alegações fictícias contra a República Islâmica do Irão», disse o representante iraniano, acrescentando que a decisão mina os princípios da Carta das Nações Unidas.
Até à data, as autoridades iranianas executaram duas pessoas condenadas pelo seu papel nas manifestações, suscitando críticas por parte da comunidade internacional, que apelou a Teerão para comutar estas sentenças e pôr fim à repressão das manifestações.






